Amor à Flor da Pele

autora: Amanda Meirinho
Dois vizinhos, dois casais, dois quartos separados por uma fina parede em uma cidade imensa e populosa. Duas palavras, dois olhares, duas traições e um amor silencioso. O farfalhar dos vestidos, o jantar igual de todas as noites, a música sempre pesada e a fotografia intimista: Hua yang nian hua é um filme de pares e detalhes.
Códigos ancestrais de etiqueta, honra e silêncio dominam a moderna Hong Kong de meados dos anos 60. Os vestidos, sempre elegantíssimos e com o mesmo corte da secretária executiva desfilam ao lado dos ternos de verão do jovem jornalista, distanciados por um pequeno corredor e uma aliança na mão esquerda. Dos seus cônjuges, apenas vê-se as costas. Ouvem-se suas vozes difusas, longínquas, perdidos em desculpas esfarrapadas e atrasos inaceitáveis. Ninguém pode saber que há algo errado, porém. A esposa de um e o esposo da outra; de repente, se vêem abandonados.
Solidão expressa em lábios cerrados, olhares intensos sempre abaixados, conversas veladas e curtas, pensamentos obscuros: como uma dança no escuro, uma estória de sentimentos sem nome é desenrolada. Quem ama quem? Não há respostas além da quietude absurda da metrópole agitada.
Erotismo e contenção, desejo e precaução. Qualquer palavra pode destruir sua reputação.
Nenhum erro é passível de perdão.
Não há liberdade para os sentimentos na estrita sociedade de Hong Kong. Conflitos silenciosos, escondidos, personagens que se cruzam na fila do làmen, a música lenta marcando seus passos, o jantar no restaurante mais elegante da cidade. Apenas meros detalhes. Apenas toda a paixão
Cada minuto de filme é precioso. É único. Nas poucas falas, transborda emoção. Em cada contato fugaz, sangra. Um espetáculo para os olhos mais atentos, com atuações discretas, figurino impecável e direção magistral. Com um enredo conciso e bem definido, também surpreende a beleza inusitada de sua fotografia de cores escuras e grandes sombras. Simplesmente um deleite para apreciadores do tradicional, silencioso e bem-acabado cinema oriental.
Ps: Unfght... acho que tá bom. Afinal, quase não se ouve um pio do casal o filme inteiro!
Dois vizinhos, dois casais, dois quartos separados por uma fina parede em uma cidade imensa e populosa. Duas palavras, dois olhares, duas traições e um amor silencioso. O farfalhar dos vestidos, o jantar igual de todas as noites, a música sempre pesada e a fotografia intimista: Hua yang nian hua é um filme de pares e detalhes.
Códigos ancestrais de etiqueta, honra e silêncio dominam a moderna Hong Kong de meados dos anos 60. Os vestidos, sempre elegantíssimos e com o mesmo corte da secretária executiva desfilam ao lado dos ternos de verão do jovem jornalista, distanciados por um pequeno corredor e uma aliança na mão esquerda. Dos seus cônjuges, apenas vê-se as costas. Ouvem-se suas vozes difusas, longínquas, perdidos em desculpas esfarrapadas e atrasos inaceitáveis. Ninguém pode saber que há algo errado, porém. A esposa de um e o esposo da outra; de repente, se vêem abandonados.
Solidão expressa em lábios cerrados, olhares intensos sempre abaixados, conversas veladas e curtas, pensamentos obscuros: como uma dança no escuro, uma estória de sentimentos sem nome é desenrolada. Quem ama quem? Não há respostas além da quietude absurda da metrópole agitada.
Erotismo e contenção, desejo e precaução. Qualquer palavra pode destruir sua reputação.
Nenhum erro é passível de perdão.
Não há liberdade para os sentimentos na estrita sociedade de Hong Kong. Conflitos silenciosos, escondidos, personagens que se cruzam na fila do làmen, a música lenta marcando seus passos, o jantar no restaurante mais elegante da cidade. Apenas meros detalhes. Apenas toda a paixão
Cada minuto de filme é precioso. É único. Nas poucas falas, transborda emoção. Em cada contato fugaz, sangra. Um espetáculo para os olhos mais atentos, com atuações discretas, figurino impecável e direção magistral. Com um enredo conciso e bem definido, também surpreende a beleza inusitada de sua fotografia de cores escuras e grandes sombras. Simplesmente um deleite para apreciadores do tradicional, silencioso e bem-acabado cinema oriental.
Ps: Unfght... acho que tá bom. Afinal, quase não se ouve um pio do casal o filme inteiro!
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