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  • sexta-feira, 16 de março de 2007

    Cinerama: os (ir)responsáveis

    Diogo Cunha, 22 anos, está no sexto período de comunicação social, habilitação rádio e tv. O interesse pelo Cinema tem origem incerta. Entretanto foi pouco antes de entrar na faculdade que começou a procurar entender a linguagem cinematográfica: a intricada trama de luz, planos, sons, perspectivas etc. da/na qual surgem os filmes. Cinema como interferência social, como registro histórico, belo a seu modo. Cineclube como rebeldia na distribuição cinematográfica, como incentivo à produção, como ferramenta de estudo. Sobretudo como forma de experimentar o Cinema e deixar-se envolver por seus significados e formas.

    Amanda Meirinho. Dois blógues, piromaníaca e esporádica graduanda em Produção Editorial. Ex-aspirante a aspirações, leva uma vida pequeno burguesa no alto de uma ladeira na Glória. Gosta de enganar os outros, mas é facilmente enganável. Escreve resenhas com a destreza de uma vaca com uma AK47. Vale dizer que filme bom, para ela, termina sempre com sorriso.

    Bruno Boghossian gosta de cinema independente e acha que qualquer filme que custe mais que um transatlânbtico deveria afundar com o Titanic. Pseudo-jornalista, pseudo-intelectual, pseudo-cinéfilo, mas nunca publicou um texto, nunca leu Nietzsche, nunca viu um filme do Kurosawa. Tomates no cesto à esquerda.

    Caroline tem 18 anos - o que deveria servir de justificativa para sua relação engatinhante ainda com o cinema, que se limita a uma obsessão timburtoniana e uma curiosidade que a leva pela mão pelas cores de Sofia Coppola, Wes Anderson e Noah Baumbach e pelo transe que Jodorowski pode proporcionar (também) a olhos inexperientes e facilmente maravilhados. Talvez toda essa viagem encravada de pequenos detalhes e grandes preocupações estéticas dê os elementos para entender seu imenso interesse em comunicação visual e justifique sua atividade nos tempos livres: aspirante a graduanda em PP.

    Will Vaz. Alguém que às vezes ainda se pergunta o que faz no Cinerama. Não entende nada de cinema e não sabe o nome de quase nenhum diretor ou ator, muito menos se estivermos falando de filmes não-hollywoodianos. Apesar de tudo, superando qualquer lógica, buscou entrar para o grupo ainda no primeiro período.
    O que mais lhe chama atenção no filme é o enredo, principalmente se ele tiver alguma reviravolta surpreendente, como macacos mutantes alienígenas por trás de tudo. Se o mocinho morrer, melhor.

    Anna Virginia Balloussier é vinte anos e séria aspirante à categoria do Homo cinefilium, surgida nos anos 70 como possível resultado do cruzamento entre intelectuais de esquerda da época, que eram conhecidos por praticar a Revolução Sexual pelo menos três vezes ao dia e quiçá utilizar a palavra quiçá sempre que possível. Bagagem cinematográfica, diga-se de passagem, em dimensões de pochete. Sua coluna agradece. Esparramada desajeitadamente pelos quatro cantos e sete períodos da ECO, pode ser vista nos arredores do campus (chinela rider) e no Sujinho (copo cheio) com freqüência, mas ainda não sabe o que quer da vida – desde que tenha queijo. Não à toa, passou, em 2007, a dividir seu tempo entre Jornalismo e Rádio & TV. E cinema. Como regra. De ouro (18k).

    Isabel Stein tem 18 anos e está no terceiro período de comunicação social. Pretende se formar em rádio/tv. Seu interesse por cinema surgiu no início da adolescência, mais pelas reflexões que o cinema, como qualquer outra expressão artística, pode propor, do que pela técnica cinematográfica em si. Com o tempo, sua percepção dessa arte se tornou mais abrangente e sensível às suas particularidades.

    Guigga é um cara feliz e amigão, carioca, nasceu em 8 de Abril de 1985 na terra de Noel: Vila Isabel, erradicou-se aos 11 anos para o bairro onde todos se perdem: o Grajaú, e vive lá perdido desde então. Também pode ser visto nas ruas do centro do Rio de Janeiro, principalmente à noite na Lapa em um barzinho ou em um bom samba.
    Estuda Cinema, Comunicação e Letras, se diverte (e ganha dinheiro de vez em quando) fazendo arte, é apaixonado por cinema, literatura, música e futebol. E dos quatro, prefere tudo nacional! Praticamente um Policarpo Glabueriano Machadista Vascaíno. Não presta muito pros esportes, mas é um rapaz muito criativo.
    Acredita que 2007, o ano com permissão para matar, tem tudo para ser espetacular, já que só nesse início já foi a Cuba, viu um show do Chico Buarque e vai ver o Romário fazer mil.

    Ricardo Senra faz jornalismo, é vascaíno, e não gosta de futebol nem de redações. Participação ativa no Cinerama nunca teve, não nega e paga quando pode - normalmente em cigarros. É o mascote do grupo, mascotinho do tipo animal mesmo, daqueles que tomam uns esculachos, são sacaneados, e volta e meia abanam o rabinho depois de uma rosnada. Por quê? Ah, aquela velha história de gostar de cinema.

    Maria Flor não sabe fazer auto-descrições e acredita que isso já diz muito de si.

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    1 Comments:




    Blogger Guilherme Semionato said...

    lembra daquela cena de curb your enthusiasm, em que um garoto apadrinhado por jeff toca fogo no acampamento e larry david genio fala "se voce tiver que ser um maniaco, NAO SEJA piromaniaco. "piro" é um pessimo maniaco."?

    20 de março de 2007 às 07:08  

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